RESUMO:
O
presente relatório relata a experiência inicial vivenciada no
Programa PIIC, durante os meses de agosto a dezembro de 2011, com o
projeto de Dança de Salão na promoção da saúde corporal na
terceira idade. Pretende-se apresentar o plano de trabalho realizado
e resultados parciais obtidos. A ação ocorreu no Asilo Rio Branco e
se estruturou a partir de 4 procedimentos metodológicos: 1)
mapeamento do campo de atuação, 2)
sensibilização e mobilização dos participantes, 3) introdução
das aulas de dança e 4) apresentação de espetáculos de dança. A
amostra foi composta por 39 idosos asilados, do sexo masculino e
feminino, com idade acima de 60 anos. Os resultados evidenciaram
ganhos psicossociais, artísticos e na relação de re-significação
do espaço asilar.
Palavras
Chaves: Dança de Salão, Terceira idade e re-significação
INTRODUÇÃO:
O Projeto em curso - “QUEM
DANÇA SEUS MALES ESPANTA: a dança de salão como ação propositora
da saúde corporal do idoso” realiza-se com e para o grupo de 39
idosos asilados, através do PIIC- Programa Especial de Inclusão em
Iniciação Científica da Universidade Federal de Sergipe, em
parceria firmada entre a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis
(PROEST), Pró - Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PROSGRAP),
Núcleo de Dança e Asilo Rio Branco.
Esta ação visa apresentar dança de salão como uma ação propositiva na promoção da saúde corporal do idoso asilado. E pretende ser trabalhada em dois eixos: 1) na instituição: na construção de ambiente mais favorável ao acompanhamento do processo de envelhecimento, ajudando também na re-significação do entendimento habitual do asilo como um local triste e abandonado 2) no corpo do idoso: na promoção da saúde corporal.
Esta ação visa apresentar dança de salão como uma ação propositiva na promoção da saúde corporal do idoso asilado. E pretende ser trabalhada em dois eixos: 1) na instituição: na construção de ambiente mais favorável ao acompanhamento do processo de envelhecimento, ajudando também na re-significação do entendimento habitual do asilo como um local triste e abandonado 2) no corpo do idoso: na promoção da saúde corporal.
Para tanto, as aulas de dança de salão iniciaram-se
no mês de dezembro de 2011 após atividades de sensibilização e
mobilização dos participantes, apresentações artísticas de dança
de salão e pré-seleção do grupo de alunos. Nessas aulas,
privilegia-se a técnica de dança de salão como ação cognitiva,
um modo de reorganização corporal na promoção de ganhos físicos
emocionais, cognitivos e sociais.
Deste modo, por não se tratar de um processo formativo
em dança de salão, recusa-se um fazer tecnicista que foca no
aprendizado técnico por excelência. O interesse, aqui, está na
possibilidade do idoso abrir-se para outras formas de conhecer-se via
corpo que dança. Dentro de uma perspectiva prazerosa, inventiva,
inter relacional e humanística, que propicie resgates emocionais, a
começar pela autoestima, assim como o sentido de estar vivo, em
movimento e em contato com o outro, entendimentos que caminham na
contramão dos estigmas atrelados ao processo de envelhecer. Sobre
isso diz Figueredo & Souza:
A
dança
na
terceira
idade
– maturidade,
ou
melhor,
idade,
como
se
denomina
hoje
– deverá
tanto
romper
com
as
regras
formais
ditadas
pela
mídia
quanto
com
os
modelos
imitativos
da
dança
com
os
processos
de
ensino-aprendizagem
repetitivos
e
restritivos. Cabe-lhe inovar
com
criatividade,
sabedoria
e
competência,
deixando
de
ser
apenas
uma
apresentação
de
dança
e
se
consolidando
como
uma
dança
em
que
cada
corpo
tem
o
direito
de
escrever
a
sua
própria
história.
(2006,
p.
121)
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