sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Baile de Carnaval - "BAILE DA SAUDADE"


No dia 16 de fevereiro de 2012, foi realizado um baile de carnaval com o tema “Baile da Saudade” com a colaboração de todos que fazem parte da família Asilo Rio Branco como os idosos e os familiares, enfermeiros, cuidadores dos idosos, fisioterapeutas, psicóloga, assistente social, gestora e voluntários.
O baile seguiu com apresentações diversas tais como: baile de fantasias, desfile de fantasias, entrega de faixas para os idosos do asilo como destaque do baile de carnaval( rei e rainha do asilo, miss e mister simpatia, miss e mister alegria, miss e mister beleza, etc ), baile de carnaval, apresentações de danças, marchinha de carnaval, desfile com a ex-integrante da escola de samba Beija-flor a Margarete Silva, apresentação da cantora Gilza Star e sonorização do DJ Mendes Sá. 

A programação ocorreu das 9h as 12h e das 15h as 18h. Realmente, foi um grande baile da saudade, com variadas apresentações, pois todos de alguma forma poderam se divertir, além do que, houve grande contribuição para o resgate da memória de muitos dos idosos e de todos que participaram do evento. 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Relatório Semestral 2011 - 2012

Um pouco do meu Primeiro Relatório Semestral do PIIC 2011 - 2012


RESUMO:

O presente relatório relata a experiência inicial vivenciada no Programa PIIC, durante os meses de agosto a dezembro de 2011, com o projeto de Dança de Salão na promoção da saúde corporal na terceira idade. Pretende-se apresentar o plano de trabalho realizado e resultados parciais obtidos. A ação ocorreu no Asilo Rio Branco e se estruturou a partir de 4 procedimentos metodológicos: 1) mapeamento do campo de atuação, 2) sensibilização e mobilização dos participantes, 3) introdução das aulas de dança e 4) apresentação de espetáculos de dança. A amostra foi composta por 39 idosos asilados, do sexo masculino e feminino, com idade acima de 60 anos. Os resultados evidenciaram ganhos psicossociais, artísticos e na relação de re-significação do espaço asilar.
Palavras Chaves: Dança de Salão, Terceira idade e re-significação

INTRODUÇÃO:

            O Projeto em curso - “QUEM DANÇA SEUS MALES ESPANTA: a dança de salão como ação propositora da saúde corporal do idoso” realiza-se com e para o grupo de 39 idosos asilados, através do PIIC- Programa Especial de Inclusão em Iniciação Científica da Universidade Federal de Sergipe, em parceria firmada entre a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PROEST), Pró - Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PROSGRAP), Núcleo de Dança e Asilo Rio Branco.
       Esta ação visa apresentar dança de salão como uma ação propositiva na promoção da saúde corporal do idoso asilado. E pretende ser trabalhada em dois eixos: 1) na instituição: na construção de ambiente mais favorável ao acompanhamento do processo de envelhecimento, ajudando também na re-significação do entendimento habitual do asilo como um local triste e abandonado 2) no corpo do idoso: na promoção da saúde corporal.
            Para tanto, as aulas de dança de salão iniciaram-se no mês de dezembro de 2011 após atividades de sensibilização e mobilização dos participantes, apresentações artísticas de dança de salão e pré-seleção do grupo de alunos. Nessas aulas, privilegia-se a técnica de dança de salão como ação cognitiva, um modo de reorganização corporal na promoção de ganhos físicos emocionais, cognitivos e sociais.
Deste modo, por não se tratar de um processo formativo em dança de salão, recusa-se um fazer tecnicista que foca no aprendizado técnico por excelência. O interesse, aqui, está na possibilidade do idoso abrir-se para outras formas de conhecer-se via corpo que dança. Dentro de uma perspectiva prazerosa, inventiva, inter relacional e humanística, que propicie resgates emocionais, a começar pela autoestima, assim como o sentido de estar vivo, em movimento e em contato com o outro, entendimentos que caminham na contramão dos estigmas atrelados ao processo de envelhecer. Sobre isso diz Figueredo & Souza:

A dança na terceira idadematuridade, ou melhor, idade, como se denomina hojedeverá tanto romper com as regras formais ditadas pela mídia quanto com os modelos imitativos da dança com os processos de ensino-aprendizagem repetitivos e restritivos. Cabe-lhe inovar com criatividade, sabedoria e competência, deixando de ser apenas uma apresentação de dança e se consolidando como uma dança em que cada corpo tem o direito de escrever a sua própria história. (2006, p. 121)